| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. galeatus |
O pica-pau-de-cara-canela é uma ave piciforme da família Picidae. Já foi tratado dentro do gênero Ceophloeus. Também conhecido como pica-pau-de-cara-amarela.
Seu nome científico significa: do (grego) drus = árvore, madeira; e kopos = bater, batida; druokopos = pica-pau; e do (latim) galea, galeata, galeatus, galeatum = capacete, com capacete. ⇒ Pica-pau com capacete.
Mede 29 cm. Cabeça e topete vermelhos, face e garganta creme-claras ou cor-de-canela, região auricular vermiculada; macho com faixa malar vermelha. Partes inferiores transversalmente farciadas tendo, dorso anterior negro, dorso inferior até as supracaudais creme.
Não possui subespécies.
Sua alimentação é constituída basicamente de insetos, os quais captura quase sempre dentro da floresta.
Os hábitos reprodutivos ainda não são bem conhecidos. Sabe-se que constrói cavidades para nidificar (Cockle et al., 2011; Lammertink et al., 2011). No final de setembro e começo de outubro, Argentina, um casal foi encontrado entrando e saindo de uma cavidade localizada a 2.3 m de altura em um borda de floresta primária (Chebez, 1994 apud Lammertink et al., 2011). No final de 2010 dois ninhos foram encontrados no Parque Intervales. Estes foram escavados em uma Nectandra lanceolata (canela) parcialmente morta. Os ninhos estavam localizados a 4.4 e 5 m do solo. (P. Júnior obs. pess. in Lammertink et al., 2011).
A distribuição da espécie abrange os três tipos florestais da Mata Atlântica meridional: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual. Na Argentina e no Paraguai foi encontrada em florestas primárias e secundárias, plantações de árvores como Araucaria angustifolia (araucária) e Pinus sp. (pinheiro) e até mesmo em grandes jardins com árvores nativas (Bodrati & Cockle, 2006).
A espécie utiliza cavidades para passar a noite. Cockle (2010) relatou um curioso registro de compartilhamento de uma cavidade com um casal de periquitão-maracanã que estava nidificando nesta mesma cavidade.
Espécie endêmica da Mata Atlântica. Ocorre no nordeste da Argentina, sudeste do Paraguai e Brasil, neste último no sul de São Paulo, sudeste e sudoeste do Paraná, nordeste e oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Bodrati & Cockle, 2006; Santos, 2008). Atualmente Misiones, Argentina, é a área com maior incidência de registros da espécie, sendo considerada um reduto importante para a espécie (Lammertink et al., 2011).